
Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta,
Em que as coisas têm toda a realidade que podem ter,
Pergunto a mim próprio devagar
Porque sequer atribuo eu
Beleza às coisas.
Uma flor acaso tem beleza?
Tem beleza acaso um fruto?
Não: têm cor e forma
E existência apenas.
A beleza é o nome de qualquer coisa que não existe
Que eu dou às coisas em troca do agrado que me dão.
Não significa nada.
Então porque digo eu das coisas: são belas?
Sim, mesmo a mim, que vivo só de viver,
Invisíveis, vêm ter comigo as mentiras dos homens
Perante as coisas,
Perante as coisas que simplesmente existem.
Que difícil ser próprio e não ser senão o visível!
Alberto Caeiro
Em que as coisas têm toda a realidade que podem ter,
Pergunto a mim próprio devagar
Porque sequer atribuo eu
Beleza às coisas.
Uma flor acaso tem beleza?
Tem beleza acaso um fruto?
Não: têm cor e forma
E existência apenas.
A beleza é o nome de qualquer coisa que não existe
Que eu dou às coisas em troca do agrado que me dão.
Não significa nada.
Então porque digo eu das coisas: são belas?
Sim, mesmo a mim, que vivo só de viver,
Invisíveis, vêm ter comigo as mentiras dos homens
Perante as coisas,
Perante as coisas que simplesmente existem.
Que difícil ser próprio e não ser senão o visível!
Alberto Caeiro



8 comentários:
:)
olha quanto ao assunto do te parecer ser...pois, ja fui confirmar, tb me pareceu
ehehehe
kissinhossss
Quando por detrás do visivel está o melhor...
beijinhos!!
na verdade, nem sequer cor existe nas coisas...
Mé...poemas é para malucos, porra! ;)
BEIJOOOOOOOOOOOS
Ora aqui temos um belíssimo texto de Caeiro, repleto de tão puras verdades.
Jinho.
Tens algo para ti no meu blog
ja conhecia, mal li a primeira estrofe e ja sabia d kem era, Caeiro é assim :P
É dificil, sim... Mas é belo :)
***MUAH*** Bom fim de semana boneca ;)
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